A JC Penney resolveu acabar com as tão esperadas promoções. A rede está simplificando seus preços, introduzindo um sistema de três níveis com itens de “todo dia”, “valor do mês” e “melhor preço”. Esta nova estratégia de comunicação tem como objetivo enfrentar a intensa concorrência de preços impulsionada pela capacidade do consumidor comparar e checar preços.
Essa nova abordagem terá início amanhã, 01/02, e é o primeiro passo importante de Ron Johnson, ex-executivo da Apple e novo CEO da rede. A loja de departamento vai manter seus preços baixos permanentemente pra que seus clientes não tenham mais que esperar pelas promoções.
Os itens de “todo dia” terão o preço 40% mais baixo do que o ano anterior e uma etiqueta vermelha. Os de “valor do mês” terão etiquetas brancas e serão itens de desconto convenientes ao momento como, por exemplo, presentes de dia dos namorados ficam com um preço melhor em junho. O último nível, “melhor preço” será usado pra deixar claro quais são as mercadorias mais baratas na primeira e terceira sextas-feiras do mês, e serão marcadas com uma etiqueta azul.
Tudo por um processo mais simples e transparente pro Cliente!
Na mesma onda de todo o varejo que se reinventa todos os dias, a Apple não ficaria de fora dessa. A marca está com muitos novos projetos de redesign de suas lojas pra ficarem mais simples e menos complicadas.
Recentemente, a Apple anunciou seus planos de colocar em prática seu novo conceito de “simples elegância” em uma loja específica na Europa. Sendo um dos projetos mais ousados de arquitetura para uma Apple Store será localizado em Aix em Provence, na França. Com apenas um andar, a loja será feita quase toda de vidro em sua estrutura através de uma tecnologia desenvolvida por fornecedores da marca. Espera-se que a nova loja abra as suas portas até o final desse ano, ou no começo de 2013.
Tendência já em alta, as marcas cada vez buscam mais estar presentes no ambiente em que mais encontram clientes e potenciais clientes: a internet.
Na rede, as marcas tentam se aproximar de seus públicos, cultivando o relacionamento pré e pós-compra, além de buscar otimizar a experiência de compras online.
Dessa vez, foi o formato escolhido que chamou atenção pro novo showroom da Nissan do Canadá. Com 76 vídeos diferentes pra apresentar seis modelos de carro, o canal da marca no Youtube se transformou num verdadeiro showroom virtual!
Motoristas que procuram por um novo carro, geralmente começam sua busca assistindo aos vídeos de reviews e comparações de profissionais e/ou amadores no Youtube. Foi pra isso que a Nissan montou seu canal, que também tem as críticas e comentários além de todas as informações possíveis sobre os modelos de carros.
A ideia é conseguir atingir um número maior de pessoas, aproveitando o ambiente online, e facilitar na hora do Cliente fazer a sua escolha quando for visitar uma loja física. Além de útil, o canal também tem um tom bem humorado e pessoal que já vale a pena a visita.
Não é de hoje que nós do Grupo Ponto de Referência falamos na importância de cultivar o relacionamento com seus Clientes. Afinal, a gente só se relaciona com quem conquista e honra a confiança que depositamos. E é isso que as marcas devem fazer. Pouco a pouco ir conquistando a confiança do Cliente, entrar em sintonia, falar a língua de cada Cliente, atender cada vez melhor, e, claro, criar experiências mágicas e inesquecíveis pra que o Cliente elogie e volte sempre.
Bem… Partindo desse princípio, algumas marcas já detectaram a verdadeira importância do relacionamento com o Cliente e estão tirando proveito das oportunidades que aparecem pra investir nisso.
Caso da Kibon, que aproveita o clima quente do verão pra promover a marca Fruttare criando um espaço itinerante que vai passar pelas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Florianópolis e pretende transmitir o conceito de bem estar com a comunicação “Efeito Férias”. Nesses espaços chamados Ilha Fruttare, os Clientes vão poder comprar drinks feitos com os picolés da marca, concorrer a prêmios, receber massagens e ainda, numa data específica, vai oferecer pocket shows em parceria com a MTV.
E continua… Sem perder tempo, a marca quer ativar mesmo os seus Clientes e relacionar a marca com algo bacana. Assim, a Blue Man, outra parceira, criou uma coleção de biquínis e bermudas com estampas inspiradas nos sabores de picolés da Fruttare, que já estão disponíveis nas lojas.
A rede ShoeShop, do segmento de calçados, já conta com sete lojas próprias em bairros populares de São Paulo e acaba de anunciar sua entrada no setor de franquias. Sendo uma marca que vende calçados femininos, a ideia é que as lojas criem um ambiente atraente para as mulheres e pra isso não poupa esforços em sua apresentação nos pontos de venda. As lojas contam com decoração cenográfica, paredes pretas, aromatização e iluminação focada. Tudo isso pra dar um ar de butique de primeira.
É essa a proposta que o próprio sócio, Luiz Francisco Salles, comenta: “Oferecemos um atendimento e produto de primeira, mas com preços acessíveis para classe C”. É aí que mora o diferencial da ShoeShop. Com muitas marcas focadas nas classes A e B, e outras tantas que tem como target a classe C mas que não procuram proporcionar uma boa experiência de compra, Salles enxergou uma brecha no mercado, e com isso tem obtido muito sucesso.
Além da experiência única de compra dentro das lojas, outro diferencial é o modelo e-commerce, que mesmo com lojas físicas presentes só em São Paulo, 50% de seu volume vai pra fora do estado.
E engana-se se você pensa que a rede não tem tempo de pensar nas questões ecológicas: a ShoeShop usa uma embalagem sustentável. A cliente vai usar como sacola a mesma caixa que vem do estoque. É só passar uma fita de cetim e fazer um laço, deixando a alça no tamanho que a cliente desejar. Essa alternativa sustentável gera uma economia aos franqueados de aproximadamente R$ 10 mil ao ano.
Quem vai dizer agora que não vale a pena investir em atendimento e proporcionar uma experiência única pro Cliente?
Imagine produzir energia suficiente ao caminhar para alimentar semáforos, postes de rua, letreiros de loja, etc. Pois foi assim que a Pavegen Systems desenvolveu um ladrilho que pudesse absorver a energia do impacto dos passos de quem passa e utilizá-la pra outros fins. (Já falamos aqui sobre uma pista de dança sustentável que funcionava com o mesmo princípio.)
Cada ladrilho tem no centro uma lâmpada de LED (diodo emissor de luz) que acende cada vez que é pisado mostrando que a cada hora, uma pessoa é capaz de produzir 2.1 watts de energia. O piso é feito com borracha de pneu reciclada, aço inoxidável e ainda é a prova d’água e resiste a mudanças de temperatura.
Pra testar o piso, os ladrilhos foram colocados nos corredores de uma escola inglesa. Confere no vídeo aqui embaixo!
Por meio de um acordo com a comissão organizadora dos Jogos Olímpicos de Londres do ano que vem, a ideia é que o piso seja instalado no cruzamento entre o estádio olímpico e o shopping de Westfield Stratfors City. Já imaginou aquela imensa quantidade de torcedores produzindo energia limpa só pelo fato de caminhar por ali? Show!
Como comunicar um produto sem falar dele explicitamente? A Barn Urban, numa tentativa de se posicionar de forma bem clara como uma opção a outras marcas de móveis (como Ikea, por exemplo), resolveu mostrar o seu diferencial numa ação de rua lá no Canadá.
O grande diferencial da marca é vender móveis já montados, pois leva em consideração o quanto as pessoas odeiam ter que montar os móveis depois de comprá-los. A ação se baseou no conceito “Montado é melhor”. Caixas com banco, lixeira e hidrantes desenhados foram colocadas na calçada à frente da loja pra chamar a atenção de quem passava pelas proximidades da Barn Urban.
De uma forma bem direta e simples, essa ação mostra uma solução pra insatisfação dos Clientes com a concorrência mostrando apenas qual é o diferencial da marca. Uma abordagem bem legal, não acham?
Fazer seus Clientes compartilharem seu produto é uma maneira interessante de reforçar o conceito da marca. E foi de um jeito bem “simples” que a Coca-Cola fez lá na Austrália pra engajar seus Clientes.
Com o conceito “Share a Coke” (compartilhe uma Coca, em livre tradução), a marca fez uma edição limitada de garrafas e latas com os 150 nomes mais populares do país impressos no rótulo.
A ideia é incentivar o pessoal a comprar uma Coca-Cola e compartilhar com um amigo, dando de presente. Reforça o conceito e dá aquela “personalizada” no produto. Show!
A Transport for London – empresa de transporte londrina – encomendou uma iniciativa super legal com a Recyclebank. A ideia é encorajar o pessoal a andar mais de bicicleta ou caminhar.
O programa funciona assim: a Recyclebank fez um aplicativo pra smartphone que vai permitir aos usuários da capital inglesa logar a distância de suas jornadas e convertê-la em pontos. Esses pontos podem ser trocados por ofertas e descontos nas lojas participantes, que atualmente tem mais de 3 mil parceiros de recompensa, incluindo Macy’s, Kmart, Brookstone, etc.
Os membros do Recyclebank também ganham pontos adicionais participando de outras iniciativas “verdes”, como reciclagem em casa, uso de produtos naturais, e se comprometendo a usar menos água ou eletricidade.
O CEO do Recyclebank comentou que a iniciativa “é totalmente voltada para o fornecimento real de recompensas financeiras, e também para, além disso, mostrar às pessoas como as suas ações impactam no ambiente”.
Uma empresa lá do Japão, a Keihin Electric Express Railway, usa um sistema interessante (mas talvez não tão acertivo) na tentativa de melhorar o atendimento ao Cliente: escanear o sorriso dos funcionários diariamente.
O sistema de reconhecimento facial detecta o movimento dos olhos, lábios, ruguinhas, e dá uma “nota” de 0 a 100 pro sorriso. Em seguida, o sistema sugere sorrir mais ou não. Segundo um funcionário da Companhia, a ideia é “que os funcionários melhorem o atendimento para fazer seus Clientes sorrirem”. Antes de trabalhar, todos os dias, eles checam o melhor sorriso do dia anterior e imprimem, pra usar de exemplo pro resto do dia(?!).
É claro que um sorriso é a ponte inicial do relacionamento com o Cliente, mas quando vira um processo “mecânico” não adianta. É melhor investir no alinhamento da sua equipe e ajustar ao que o seu pessoal se propõe a fazer como membros da Companhia. Se estiverem satisfeitos e orgulhosos do que fazem, o sorriso deles e do Cliente serão apenas um “efeito colateral” positivo.